quinta-feira, 18 de setembro de 2008

a peça

tchan tchan tchan tchan...... Abrira a cortina !

Tinha um jeito de olhar,  que desconfiavam,  era sã ou doida varrida?  O fato era irremediável, não dava para voltar atrás: o cenário era aquele e o público a aguardava com espectativa. Não havia ensaiado nada. Uma poesia para declamar, um personagem, nem dança nenhuma. A idéia era simples: pintar-se metade preto, metade colorido e ficar ali, bem no meio do palco, ia fazer o que desse na telha. Ah.... essa coisa contemporânea conceitual, o-c-o-r-p-o-d-i-c-o-t-o-m-i-z-a-d-o iria dizer alto e articulado, com bastante posse, uma verdade ! O corpo dicotomizado pelo mundo atual, meio tecnológico, meio vazio, aquela coisa do panopticum massificado. Isso se perguntassem, se não,  deixaria que inventassem suas histórias, a sua tinha muito mais que dois pedaços.

Sem comentários: