segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

da série "oníricos"

Estamos assim, lado a lado, eu e a barata. Um sorriso emoldurado desenha a cena. Há algo de cínico, blasé. Fingimos sempre que sentimos nada, representamos cordialidades, ficam dúvidas e tormentos, demais carga. Dou-lhe um beijo de despedida, ela vai. Fico só.

...

(me senti estranhamente triste, queria que ela fosse e queria que ela ficasse)

Tudo em volta é branco leite e eu sou o ponto vermelho inflamado, são infecções bacterianas e fúngicas, nunca virulentas.
...

( lembro de que a amei especialmente quando me cantou uma canção, havia sido feita pra mim? sempre acreditei que sim).


Choro um pouco, barata não namora gente.

5 comentários:

senhorita feliciana disse...

barata sobra quando mundo acaba...



lindo...

adrianna coelho disse...


é... levando em conta que as baratas serão mesmo os únicos sobreviventes num catastrófico futuro, pode ser que eu tbm ficasse triste com a constatação de barata não namorar gente... arghhhh! rssrs

Miguel Barroso disse...

muito onírico o teu universo. Gostei.




Abraços d´ASSIMETRIA DO PERFEITO

Sabrina disse...

ah, que bom! sabe, eu tava sem saber o nome dessas frases que me estão saindo, vou chamá-las de série onírica

Ramon Alcântara disse...

putz, muito bom!




















que solidão!