sexta-feira, 28 de maio de 2010

contemporânea

Para que um dia deixe pra lá
esse andar de joelhos,
promessa repetida,
o escuro na lingua,
o pranto passado,
violência afiada, não,

não irei de barroco mais
travar nenhum duelo de sangue,

não haverá diabo, nem santo,
pecado mastigado a sal não,
eu garanto, vai ter alforria,
vai reluzir do preto,
meus dentes brancos
um perdão inacabado.

4 comentários:

Luisa Coser disse...

carambolas sasá... tá escrevendo buntio dimais, de um ventre iluminado, arrepiado, supra-respiração... peito apertado né? tem menos espaço pra te rmais, muito maisssss.

Ps: preciso fazer esse commenti.. já reparou nas palavras que formam qdo eles pedem a "verificaçào de palavras'? adorooo

laura disse...

poema afiado sim. adorei.
beijo,
L.
(movelmovente)

Colageno de Dona–Turu disse...

pecado mastigado a gerações, será alforriado na gestação atual !!!!


clap clap!
lindo!

claire disse...

bonito pacas, sá!
dar à luz alforria.